segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Novo velhor amor


Amor envelhecido
Amor entristecido
Amor que já se foi.


A nova impressão do meu corpo no teu,
mexeu.
Mexeu na estabilidade, na relação.


Mas será isso seu fim?



Texto de Juliana Granato

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Dica Cultural: Passeios ao ar livre

Amanhã, dia 21 de setembro (sábado), é comemorado o Dia da Árvore e no domingo, é o Dia Mundial Sem Carro. Por isso, o Dica Cultural desta semana vai trazer uma programação um pouco mais "natureba", mas no bom sentido! Vamos criar uma programação barata, acessível de bike e que vai fazer você conhecer um pouco mais da sua cidade e ter um contato com a natureza.

Manhã


Para os aventureiros, as trilhas são ótimas opções para passar o final de semana. A trilha da Pedra da Gávea  é bem procurada pelos cariocas. O Parque Nacional da Tijuca  é uma boa, já que abriga inúmeros caminhos que animam desde os mais preguiçosos até os mais esportistas.



Agora, se tudo o que você quer é relaxar no sábado e no domingo, uma boa opção é dar uma volta no Jardim Botânico. O local fica cheio, mas é bem espaçoso e dá para aproveitar bastante. Lá existem locais próprios para fazer piquenique e se você mora pela zona sul, não pense duas vezes e vá de bicicleta. Para celebrar o Dia da Árvore, o Jardim Botânico preparou uma programação de final de semana que conta com passeios por trilhas, exibição de documentários, debate ao ar livre e plantação de mudas. O ingresso está bem barato! No sábado, o dia começa com uma Trilha pelo arboreto às 14h e 15h30. A plantação de mudas será sorteada para os visitantes que comprarem ingressos das 8h às 9h30 na bilheteria.


Os moradores de Niterói não ficam de fora do Dica Cultural da semana. Quem mora em "Nickiticity" (como chamo a cidade da minha família) podem aproveitar o Dia Mundial Sem Carro, no projeto “Semana da Mobilidade”. Serão instaladas ciclovias temporárias, demarcada por cones, simulando o que será o futuro circuito universitário. A programação conta com apresentações artísticas; passeios ciclísticos; ciclocine e palestras como “Pedalando e Educando”. No dia 22, em homenagem ao dia, os veículos não poderão circular na Praia de Icaraí. A lista completa de atividades, que são gratuitas, se encontra no site Niterói de Bicicleta.

Agora, se o seu final de semana só começa mais tarde e você curte programas mais intelectuais e menos físicos, aqui vão outras opções boas.

Tarde/ Noite


Forte de Copacabana recebe a exposição “Cristo Redentor:de braços abertos”. A mostra utiliza recursos multimídia para explicar o processo de construção do monumento.A exposição conta também com um espaço dedicado às crianças, jogos e oficinas com atividades infantis.

No dia 22 de setembro, o


No espaço CIAMA Cultural (Centro de Inclusão, Arte e Meio Ambiente), a peça “Entre Nelson & Clarices” traz os autores Nelson Rodrigues e Clarice Lispector. A apresentação é no dia 21 de setembro, às 20h, com entrada a R$ 10.


Durante o período do Rock in Rio, o Quiosque Bacardí Big Apple, em Copacabana, na altura da rua Bolívar, apresenta uma programação especial. O objetivo é promover uma especie de “esquenta” para os shows da noite. O evento terá entrada gratuita. Os djs começam a tocar às 18h.




Para inspirar você a deixar o carro na garagem e pegar a bike:
"Para mostrar a eficiência da bicicleta, o australiano Tim Goldby fez um vídeo mostrando quantos carros ele ultrapassa no trajeto de casa até o trabalho. No total, foram 589 veículos."


Fontes: Catraca Livre e sites de programação carioca.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Torcer pro América pode ser uma boa opção...

Durante as conversas de bar entre amigos, status de relacionamento parece até final de campeonato brasileiro. Quem é solteiro diz que a melhor coisa do mundo é viver sem ninguém para "encher o saco", que ama ter a liberdade para sair toda noite, e claro, não vê nenhum defeito do "time". Já os enrolados ou comprometidos, afirmam, com ou sem fotos para comprovar, que a melhor escolha para o final de semana é curtir um cinema, um show e sair pra jantar com o seu amor, ou seja, outro "time" sem defeito algum. Essas pessoas estão tão certas de suas decisões que se sentem donas da verdade. Para elas, não existe meio termo, nem equilíbrio, o time é perfeito e ponto final. A boa é torcer pro Flamengo, ou pela estrela solitária do Botafogo. Talvez levantar a bandeira do Fluminense, ou quem sabe vestir a camisa do Vasco. Mas ninguém naquela mesa de bar quer torcer pro América, aquele time tranquilo, com defeitos e qualidades. Não! O importante é afirmar, a todo momento, que a escolha feita é, sem dúvidas, a melhor. 

E ai está o grande erro! Nada na vida é perfeito. E se fosse, com certeza seria chato. Solteirice perfeita não existe, sempre vão existir recaídas pelo ex, noites sem uma boa festa que vai dar vontade de dividir a tarde de domingo com alguém. Assim como nenhum namoro é maravilhoso. Brigas, desentendimentos e problemas existem desde Adão e Eva, porque agora vai ser diferente!

As redes sociais vieram apenas para fortalecer esse mesmo exibicionismo da mesa de bar. Se você terminou, resolve colocar 500 mil fotos suas na night para provar que esse é o modo que você escolheu para viver. E quando você engata em um namoro, a sua vida parece que virou a vida do casal. Foto junto, status junto, tudo junto. Mas nem sempre o que está no seu Feed é a realidade.

Por favor leitores, vamos torcer mais pelo América! Pelo time imperfeito, mas que tem lá o seu equilíbrio.  Vamos perceber que namorar é muito bom, mas não te priva de sair a noite para beber com suas amigas. E que ser solteira tem sim suas vantagens, mas passar um final de semana em casa vendo filme com a sua irmã pode ser uma boa opção de programa. Vamos parar de achar que status de bar, ou de Facebook, define o tipo de vida que temos que levar, e principalmente, o tipo de relacionamento que temos que ter. Vamos ter mais atitude e falar para todos na mesa que, mesmo com qualidades e alguns defeitos, o América te faz feliz!



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Mundo Rock in Rio

Era uma sexta-feira e, sem saber muito bem o porquê, lá estava eu indo para o Rock in Rio. Depois de pagar caro no combo ingresso + transporte colocava as melhores expectativas naquele evento que era aguardado a meses por todos, menos por mim. A energia de todos acabou me contagiando e eu entrei no mundo do Rock in Rio.

Sem gostar muito das atrações daquele dia, estava indo para ver a homenagem ao Cazuza. Sim, muitos me julgaram: “Fala sério que você vai pagar caro por isso!”, “Não acredito, Cazuza já morreu”, “Fala sério, eu vou pra ver Beyoncé”. Realmente o show não foi como esperado por conta dos cantores selecionados para fazer a homenagem, mas Ney Matogrosso não decepcionou e sua emoção conseguiu ser transmitida para alguns que assistiam ao show. Digo alguns pois durante o espetáculo, o público ao meu redor se animou com duas ou três músicas apenas, enquanto a Beyoncé levantou todos com tantas trocas de roupas e músicas de pouco conteúdo. Seus fãs que me perdoem, mas tem muita brasileira por ai que tem o mesmo rebolado que ela, mas como sempre a cultura americana acaba sendo mais valorizada.

De repente, um sujeito sobe ao palco com enormes headfones, e como outra pessoa qualquer, coloca músicas que animaram a todos, como se aquilo fosse uma grande rave. David Guetta, não passa de um simples DJ que roubou espaço de qualquer outro artista que poderia estar ali se apresentando.

Sim, Medina conseguiu entranhar a ideologia Rock in Rio em quase todos os jovens que eu conheço. A ideia de estar lá vai além de gostar da maioria das atrações e por isso eles vão em dois ou três dias de show. Se vende juventude, felicidade, aventura, liberdade, quando na verdade não se passa de desconforto, exploração e prisão.



Texto de Juliana Granato

sábado, 14 de setembro de 2013

DC: Ontem foi dia de rock, bebê!

Em homenagem ao maior, ou quase isso, festival de música do Brasil, o Dica Cultural desta semana pretende fazer um balanço dos melhores e piores momentos do Rock in Rio! Então, como o dia foi longo, prepare-se para o big texto!

Cheio de surpresas, emoções e alegrias, o evento começou deixando boas impressões em todos que estavam lá. Mas como nem tudo na vida é perfeito, alguns problemas também apareceram na festa. O dia 13 de setembro, ou o dia de abertura do Rock in Rio, foi no mínimo eclético. Acho que essa é a palavra para resumir o dia! Música clássica, axé, house, pop, mpb e rock brasileiro marcaram os palcos do festival.

Desde às 14h da tarde, a cidade do rock já abrigava um número considerável de fãs da diva do pop, Beyoncé, mas a diminuição do público, quando comparado ao de 2011, mostrou que o evento seria mais agradável, menos fila nos banheiros e nos locais para comer, assim como uma maior variedade de lanches. Mas o preço? Ai já é outra história. A água continua a mesma fortuna!

Foto: Ivan Pacheco
As atrações menos famosas, muitas vezes esquecidas ou ignoradas, causaram ótimas impressões! Na Rock Street, este ano com temática de Londres, uma banda  cover dos Beatles tocava no telhado de uma das casas os maiores sucessos da banda. "Hey Jude" contou até com coro do público para a parte do "Na, na, na na, Hey Jude". Logo após o fim da cantoria, o palco mundo abrigou os  músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira. Uma abertura de deixar qualquer um emocionado! A surpresa? Uma guitarra em meio a violinos, flautas e violoncelos. A orquestra, sob o comando do maestro Roberto Minczuk, apresentou os clássicos como Villa Lobos e Beethoven, mas não deixou de animar o público com trechos de músicas do Rolling Stones,  Beatles, U2, Legião Urbana e Kid Abelha, fechando com a música-tema do Rock in Rio. 

Foto: Ivan Pacheco
Logo após a OSB, o poeta Cazuza foi homenageado em um show com altos e baixos. Paulo Miklos abriu o tributo com  músicas famosas do poeta que animaram o público. Já cantora Maria Gadú e Bebel Gilberto ficaram apagadas quando comparadas a performance de Rogério Flausino, Frejat e claro, Ney Matogrosso!

Pausa para uma pequena observação, Ney Matogrosso deixou a todos emocionados ao cantar com tanto carinho uma das músicas mais marcantes do Cazuza, "O Tempo não Para". Rogério Flausino deixou sua marca ao cantar "Ideologia" com muito vigor e falou também sobre as manifestações políticas de 2013. 

Foto: Rodrigo Antonio
Do rock brasileiro para o axé baiano! Ivete Sangalo com todo o carisma, beleza e sensualidade, apareceu no palco para dar um show e deixar a diva Beyoncé um pouco no chinelo. Com um visual mais que lindo, Ivete cantou todos os sucessos, animou o público, homenageou o Queen com "Love of my life" e ainda, de quebra, brincou com o jeito "carão" da cantora do pop Beyoncé. Ivete, com certeza, foi o momento top da noite!

Foto: Eduardo Biermann


David Guetta transformou a cidade do rock em uma enorme rave. O músico tocou os maiores sucessos e interagiu com o público, desde pedidos de palmas até placa com "I Love you, Rio"! Com muito carisma, David Guetta mostrou que o house também tem espaço no festival.



Foto: Eduardo Biermann
A diva do pop mais esperada da noite entrou no seu estilo "tô podendo" e não deixou de lado o carão. Com muita sensualidade, às vezes um pouco exagerada, Beyoncé se preocupou mais com o seu visual, afinal fez mais de 5 trocas de roupa, do que com os seus fãs que estavam na grade sendo empurrados. Com pouco carisma e muita beleza, a cantora animou o público com seus maiores sucessos e apenas no final, reservou uma surpresa para todos: dançou o hit "No passinho do Volante" com um modelito básico e até deu um sorrisinho. Os fãs que me odeiem, mas me arrisco a dizer que o show deixou MUITO a desejar, afinal o último show da cantora no Brasil foi muito mais animado!

Fiz aqui uma pequena lista para aqueles que não vão ler o texto todo, mas querem saber o que aconteceu!

Top nota 10!
*OSB tocando hits de bandas famosas internacionais e nacionais. Cultura no povo!
*Ney Matogrosso cantando "O Tempo não Para" e levando o público a loucura!
*Ivete Sangalo com seu big carisma, incentivou todos e, claro, levantou poeira.
*David Guetta todo sorrisos com o público!

Não precisava!
*Bebel Gilberto fora de si cantando no palco mundo durante o show em tributo ao Cazuza, olhando para baixo e meio desafinada, a cantora podia ter ficado sem essa no repertório.
*Beyoncé e suas 500 trocas de roupa e a falta de um cenário mais elaborado. (Até a Lady Gaga fez melhor!)
*O lixo absurdo no chão pós show! A campanha do "Lixo no lixo, Rio no coração" definitivamente não deu muito certo!


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Fiu Fiu! É sério isso?!

"Nossa! Que delícia!", "Oi gostosa, te pegava toda", "Vem aqui linda!". Quem nunca ouviu isso vindo de algum homem na rua? Ou no metrô? Ônibus talvez? O fato é que não importa onde, nem quando, nem quem... receber cantadas é algo insultante e não demonstra respeito pela tal "gostosa" que você viu passar, e digo mais: duvido que ela vá retribuir o seu "elogio" com um sorriso ou um obrigada.

O site "Olga", que pretende discutir a feminilidade de uma maneira inteligente e criativa, fez uma ótima pesquisa que me deu vontade de escrever sobre o tema essa semana. Deixo aqui o link pois vale muito a pena!!

Estamos em pleno século 21 e, por incrível que pareça, ainda existem homens que se sentem bem por abrir o vidro e gritar, em alto e bom som, cantadas bregas e ofensivas. Quem te deu o direito de falar da minha bunda? Ou que se me levasse pra cama eu ia gostar? Que mundo é esse onde as mulheres precisam mudar de calçada para não passar em um bar pois sabem que vão receber cantadas ofensivas? Não adianta falar que são elogios e que as mulheres deveriam ficar felizes por isso! Elogios são aqueles vindo da sua vizinha quando você entra no elevador ou do menino que estava sentado ao seu lado e disse que você era bonita. Isso é elogio! Cantada é outra coisa!

Vivemos em um país onde as mulheres buscam a todo momento o direto de ser mulher. Digo direito pois parece que já o possuímos quando, na verdade, ser mulher em uma sociedade machista é uma luta diária. De grão em grão, real em real, espaço em espaço, vamos conquistando um papel melhor, não ideal, dentro desse conjunto de pessoas chamado sociedade. Ai aparece um homem qualquer, pai de família, que quer que os "machos" não namorem a sua linda filhinha porque ela é muito inocente e o mundo é perigoso. Para eles eu só digo uma coisa: o mundo é perigoso por conta de homens como você que se sentem no direito de agredir verbalmente ou fisicamente uma mulher e colocar a culpa na saia curta que ela usava na rua.


A rua é um local público e por isso cada um faz o que quer, mas como tudo na vida, o bom senso é mais que essencial. As mulheres gostam de se arrumar, sair na rua bem maquiadas, porém isso não dá aos homens o direito de ofendê-las. Uma mulher de verdade quer ser conquistada e não cantada. E, se for para escutar algo, que seja um elogio bem feito. Se você precisa falar das minhas pernas, do tamanho da minha bunda ou que quer me levar pra cama, sinto lhe dizer que você não merece o meu respeito, nem se quer uma resposta. E se eu tiver vontade de responder, é bem provável que seja algo ofensivo como uma xingamento, afinal, eu só estaria devolvendo na mesma moeda!


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Encantos mil

Voltava de viagem, dormindo, quando meu filho de 6 anos me acordou dizendo: “Mamãe, mamãe, olha lá embaixo, chegamos no Rio!”. Passei um final de semana em outro estado, e assim que desci do avião tive certeza de que este é o melhor lugar que eu podia morar.

Cariocas recebem bem as pessoas, bastam 15 minutos de conversa e vocês já são amigos. Se tiver um chopinho no meio então, uma hora depois o sujeito se torna seu amigo de infância. Em uma mesa de bar, garçom tem nome e muitas vezes até apelido, se é Cristina vira Cris.

Em uma roda de dança, seja lá qual for o ritmo, visitantes são sempre benvindos. Mas principalmente no samba, esse que agrega as pessoas e traz o sorriso ao rosto de qualquer sujeito mal humorado. Seja em uma na quadra de uma escola de samba, na Pedra do Sal ou no Santa Luzia.

Sem contar com as praias maravilhosas, que tem como personagens os mais diversos vendedores, que na labuta diária inventam todo tipo de música para vender seus produtos. Desde os clássicos vendedores de mate e biscoito globo até os que vendem hareburger, a tendência das areias cariocas.

Nós cariocas, muitas vezes não marcamos de nos encontrar, simplesmente nos encontramos: naquele ponto da praia, às quintas no BG ou domingo no Maraca. 

Ser carioca é ser simpático a troco de nada, não gostar de ficar preso a um terno, andar de havaianas, não suportar sinais fechados. É marcar com os amigos às 21h e só chegar às 22h, sem aborrecimentos porque todos vão fazer o mesmo. É encontrar aquela pessoa que você não vê a dias, meses ou anos e marcar alguma coisa que dificilmente vai acontecer.

Amamos o Rio acima de tudo e apenas nós podemos falar mal dele. E novamente eu confirmo, não poderia morar em outro lugar que não fosse a minha cidade maravilhosa. 

O shopping do vídeo escolhido não tem qualquer tipo de relação com o blog, apenas diz muito sobre o sentimento do carioca:



Texto de Juliana Granato