sábado, 7 de setembro de 2013

No escurinho do cinema

No sofá, na poltrona ou até no chão. Não importa o lugar que você assiste... filme bom é aquele que te prende de tal maneira que você não consegue desgrudar os olhos da tela para procurar o copo do refrigerante. 

O Dica Cultural dessa semana veio para provar que, como diz a minha avó, panela velha também faz comida boa! Os lançamentos no cinema surgem a cada semana, mas existem filmes que são clássicos e por isso, nunca perdem seus lugares no topo da lista. Os cinéfilos que me perdoem e os críticos que se acalmem, afinal não faço cinema e as minhas escolhas são baseadas em conclusões próprias. 

Para aqueles que gostam de ficar no escurinho do cinema, infelizmente a lista não vai ajudar. Agora, se você gosta mesmo é de ver um filme no conforto da sua casa, acho que você já pode ir buscando alguns nomes para guardar na estante.

Assim como no dica cultural da semana passada, acho válida uma pequena lista dos top 5 de algumas categorias. Então, ai vai:



Drama: Para aqueles mais sensíveis, a lista abaixo requer um pouco de força e alguns lenços!
*P.S I Love You
*Um Amor pra Recordar
*A Vida é Bela
*Amour
*Quem Quer Ser um Milionário?



Romances "menininhas": Ahhh... os eternos apaixonados... esses são filmes para curtir acompanhada e não sentir vergonha de chorar e rir ao mesmo tempo.
*Meia Noite em Paris
*O Lado Bom da Vida
*Como Perder um Homem em 10 Dias
*O Diabo Veste Prada
*Cartas para Julieta





Musicais: Esses não podiam faltar!
*Chicago
*Grease
*Cantando na Chuva
*Moulin Rouge
*Dream Girls


Comédias: Muito além das piadas batidas e diretas, coloco aqui filmes com um humor bem feito e que conseguem deixar risos e um gostinho de quero mais.
*Os Intocáveis
*Antes de Partir
*O Auto da Compadecida
*Prenda-me Se For Capaz
*Forrest Gump - O Contador de Histórias



Ação/suspense: Para aqueles que gostam mesmo é de deixar o coração na boca.
*Onze Homens e um Segredo
*Truque de Mestre
*Identidade Bourne (o 1º é o melhor!)
*Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra
*Chamada de Emergência




terça-feira, 3 de setembro de 2013

Contra o fingimento e a favor da originalidade

Durante muito tempo venho formulando a seguinte tese: tudo que vem seguido do verbo fingir não pode ser considerado grande coisa! Você deve estar pensando... só isso?! Sim, esse pensamento básico pode muito bem resolver conflitos entre amigos e até fortalecer algumas relações amorosas. Mas principalmente, esse pensamento, de perceber em pequenas frases e discursos o fingimento intrínseco, pode acabar com o surgimento irritante de pseudo-intelectuais, pseudo-fashionistas e pseudo-formadoras de opinião.

Atualmente vivemos de um fingimento submerso, indireto e crescente. Somos metade nós mesmos e metade o que queremos passar para o outro. Digo nós porque me incluo nessa juventude que, antes de comer um belo prato de massa, tira uma foto para o Instagram. Sei que não é algo bom, e às vezes me envergonho de estar em um lugar mais preocupada em postar fotos e ter 'likes' do que em aproveitar.

Porém, esse fingimento não é culpa das redes sociais, elas apenas trouxeram à tona algo que estava quieto no canto. Afinal, quem nunca fingiu entender de um assunto só pra não ficar de fora de uma conversa?! Quem nunca fingiu ser amiga daquela menina famosinha pra ter status? Quem nunca comprou um vestido caro só para fingir que tem dinheiro e entende de moda?

Mas o problema vai além do fingir pessoal. A grande questão é quando isso começa a afetar as pessoas que estão ao seu redor. Quem foi que decretou no 'tribunal da chatice' que gostar de coisas populares é ruim e ser 'cult' é legal?! Quem foi que inventou que você sabe mais que os outros reles mortais só porque fingiu que entendeu o livro do Freud ou aquele filme iraniano em preto e branco. Quem te disse que o cool é postar frases no Facebook com palavras difíceis, que você teve que buscar no dicionário ou no Google, só para fingir que você tem uma opinião.

Quem finge não vive! É isso e ponto final! Se você gosta do som da Mc Anitta, assiste semanalmente filmes americanos de romance e se diverte lendo revistas de moda, aproveita e esquece os outros! Você não vai ser menos inteligente, nem menos interessante, que aquela menina que finge entender de política e economia, digo isso porque são poucas as que realmente entendem. Você pode até se sentir menor aos olhos daqueles que se acham superiores e evoluídos, mas não é verdade, sabe por quê? Superioridade é outro tipo de fingimento que não merece muita atenção.

Se você finge que é inteligente, você não é nem um pouco. Se você finge que é feliz, você no máximo tem uma alegria raquítica. Se você finge que ama alguém, então você não ama, e aí está mascarado outro tipo de fingimento que deve ser abolido pois só serve de base para relacionamentos superficiais que duram pouco.


A verdade pode não parecer a melhor opção agora, mas definitivamente, a longo prazo, você vai olhar para trás e ver que aquela das fotografias era realmente você; e não uma sósia pseudo-qualquer coisa que você colocou para viver sua vida. E isso vai te fazer feliz! Até porque ser original é muito mais interessante do que viver de fingimentos seguindo a opinião alheia!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Tempos de guerra

Já era de noite, bem tarde, de madrugada.
Nas telas ouvia-se o noticiário mostrando a guerra civil.
Com um clique se desliga esse mundo.
O silêncio domina, só se ouve o cair da chuva e o ruído de algumas máquinas.
De repente, lá no fundo, surgem algumas vozes animadas, cantando e festejando.
Alguém fazia aniversário.
A felicidade se contrasta com o pavor.
E em um mesmo dia, a vida começa e acaba.


Texto de Juliana Granato

sábado, 31 de agosto de 2013

DC: Livros para provar e se deliciar

Jornalista e blogueira. Preciso falar mais? Uma das minhas maiores paixões antes mesmo do chocolate, dos filmes e do teatro, é uma boa leitura. Um livro envolvente, bem escrito e divertido pode preencher perfeitamente um dia ensolarado ou uma noite fria. O cheiro de um livro novo, o cuidado ao mudar as páginas e o frio na barriga de ansiedade com o fim da história podem deixar muita gente feliz. Se você ainda não se deixou contagiar pelo vírus da leitura, a hora é agora. Afinal, o mês de setembro ainda não começou, mas a Bienal do Livro 2013 já! Então para aproveitar, o dica cultural de hoje é sobre livros. Como diria Carlos Drummond de Andrade: "A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede."

Antes que você continue a leitura vamos deixar algumas coisas resolvidas: Se você veio procurando aqueles livros em série, que têm um lançamento a cada mês e que no fundo possuem a mesma trama, tipo Nicholas Sparks, é melhor parar por aqui e partir pra outra dica cultural. Quem sabe um filme, uma peça de teatro....

Agora, se você busca livros diferentes, com personagens fortes, impactantes e divertidos, a nossa conversa pode começar.

Dos livros internacionais recomendo todos os do Carlos Ruiz Zafón. A maneira viciante e as tramas inusitadas dos seus livros me levaram a ser uma de suas maiores fãs. Outra pedida certe é "Tempo entre Costuras", de Maria Dueñas. Uma escritora espanhola, pouco conhecida, mas que em seu primeiro livro, já mostrou para que veio. Sua personagem principal é Sira, uma espanhola simples que ao se apaixonar, viaja para o Marrocos, pouco antes da Segunda Guerra Mundial. Porém o seu sonho romântico acaba quando, de uma hora para outra, é abandonada. Sira então precisa se recuperar e se reinventar. Como uma bela heroína feminista, Sira vai mergulhar em um novo mundo repleto de espiões, impostores e fugitivos.

Dos livros "menininhas", aqueles que possuem histórias de amor, com personagens femininas fofas, confusas, mas decididas, "Simplesmente Irresistível" é uma ótima pedida. Não tem como não se apaixonar e se solidarizar com Georgeanne, uma mulher confusa que após fugir de seu casamento com um velho conhece John Kowalsky, um homem lindo, sexy, rico e quase perfeito.Após uma noite juntos, ela vai embora com o coração partido.Sete anos se passam e os dois se encontram novamente. Mas alpem da surpresa do reencontro, outra novidade aguarda John: ele descobre que aquela noite de amor produziu uma filha, de cuja vida ele quer fazer parte. Uma história e tanto, não?

Abaixo coloquei uma pequena lista dos tops 3 de algumas categorias. Afinal, livro pode ser comparado ao esporte, tem alguns que gostam de algo mais agitado, outros algo mais relax e tem aqueles que só fazem para se divertir.

Livros "Menininha"
1- Simplesmente Irresistível - Rachel Gibson
2- Melancia - Marian Keyes
3- Juntos para Sempre - Walcyr Carrasco (sim, aquele dramaturgo que escreve novela da Rede Globo)

Internacionais:
1-A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón
2-O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Zafón
3-O Tempo entre Costuras - Maria Dueñas

Nacionais:
1-O Filho da Mãe - Bernardo Carvalho
2-Diálogos Impossíveis - Luiz Fernando Verissimo
3-Dom Casmurro - Machado de Assis (Porque os textos dele são imortais)

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Em busca de uma igualdade verdadeira

Segunda-feira, dia 26 de agosto foi o Dia da Igualdade Feminina. Uma data importante para aquelas que lutam, e sempre lutaram, por uma vida igualitária entre os gêneros e que, principalmente, defendem a bandeira do feminismo.

Assim como não concordo com inúmeras políticas atuais do governo, ou com algumas doutrinas da igreja, me sinto no direito de não aceitar tudo que é posto em pauta pela luta feminista. Ser contra alguns aspectos e contestá-los faz parte da rotina de uma jornalista. Digo isso, porque ultimamente tenho visto uma padrão se repetir. Algumas mulheres reclamam de seus namorados, maridos, ou quando estão mais revoltadas, reclamam dos homens como um todo, como se eles fossem a pior coisa inventada para nós, só perdendo para a menstruação ou quem sabe para a depilação com cera. Há aquelas que se arriscam a dizer que todos os homens são machistas e nunca entenderão o que as mulheres passaram e ainda passam. Sim, foram anos e anos de luta, queimas de sutiãs, trabalhos diferenciados, salários inferiores e constrangimentos públicos para chegarmos ao patamar, não ideal, no qual estamos. Mas daí, colocar toda a culpa do universo no outro é muito fácil. "Deu problema, culpa do fulano."; "Falou besteira, só podia ser homem."; "Terminou? Homem é tudo igual!".

Não podemos esperar do homem um pensamento mais igualitário, de defesa das diferenças de gênero e de reconhecimento das qualidades femininas quando nós mulheres estamos mais preocupadas em dizer que a culpa pelo fim do relacionamento, dos problemas do mundo, da inflação do dólar, das guerras no Oriente Médio, é dele! Desse modo, assumimos papeis contrários. Viramos "machistas", pois nos colocamos em um patamar superior e inferiorizamos eles, comportamento que aturamos durante séculos! O machismo é ruim quando vem em forma de preconceito do lado de lá, mas o feminismo em excesso também pode ser prejudicial à qualquer relacionamento.

Precisamos olhar mais para nossas falas padronizadas e robóticas e utilizar os anos de luta para perceber que a igualdade não deve ser buscada só na parte boa como o emprego, ou o salário melhor. Igualdade por si só, quer dizer igual em tudo. Isso inclui igualdade nas falhas, na culpa e na coragem de assumir o papel de errada e não de vítima da falha masculina. Mulheres, vamos buscar a igualdade sim, mas vamos buscá-la por inteiro. Vamos ser "feministas" nas vitórias e nas derrotas, porque aí sim, a igualdade será verdadeira.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Viagem de avião

Quando eu era pequena, viajar de avião era o máximo pra mim, havia uma adrenalina envolvida. Achava muito divertido ver o piloto, as aeromoças e principalmente os lanches, que eram bem fartos. E embora não tenha o hábito de viajar, no último final de semana fiz as malas e resolvi passear por ai. 

Embarquei em uma companhia popular de aviação e desde o inicio, minha ilusão foi destruída. O check in deveria ser feito em uma máquina, que o touch era pior do que a crise que a aviação brasileira está sofrendo. Depois de finalmente conseguir digitar meu nome, a máquina me informa que o voo não havia sido encontrado. Então fui para uma fila especial já que meu voo estava quase partindo. Despachei a mala e como estava com fome, fiquei esperando ansiosamente o lanche que é servido. Mas, após 20 minutos de voo a aeromoça informa: "Boa tarde passageiros, em poucos instantes começaremos a vender os lanches. É possível conferir o menu no lugar onde ficam as revistas. Aceitamos todos os tipos de cartões". E neste momento eu percebi que aquela sensação que sentia quando era criança, não passava de uma ilusão que não aconteceria de novo.

Texto de Juliana Granato

sábado, 24 de agosto de 2013

DC: O Boom dos Musicais


Há alguns anos, os grandes musicais só eram vistos na Broadway e quem não tivesse condição de viajar até NY, ficava a ver navios. Ou então, assistia em casa os filmes que foram gerados após o enorme sucesso dos shows. Com o passar do tempo, o teatro brasileiro foi ganhando visibilidade e infraestrutura. Renomados diretores e dramaturgos resolveram comprar os direitos e trazer para o Brasil, principalmente para o eixo Rio-SP, nomes como "O Rei Leão", "Cabaret", "Alô Dolly!", "A Família Addams", "O Mágico de Oz", "Como Vencer na Vida Sem Fazer Força", "Hair", "Mamma Mia", entre inúmeros outros. E o diferencial : nada de atores estrangeiros! O elenco era formado por aquela atriz da novela das 18h que subia aos palcos cantando maravilhosamente músicas em inglês, ou até mesmo reescritas para o nosso idioma. Os musicais foram ganhando um jeitinho brasileiro sem perder o glamour dos shows da Broadway. Orquestra ao vivo, equipe de dançarinos, inúmeras trocas de roupa, cenários grandiosos e atores brasileiros soltando a voz mostram que os musicais vieram para ficar.


Em cartaz no Rio de Janeiro, o espetáculo "Alô, Dolly" tem Marília Pêra e Miguel Falabella no elenco. Com seus 70 anos, que mais parecem 50, a atriz é recebida pelo público com aplausos e até arriscar sair do roteiro para agradecer. Carisma e desenvoltura marcam a atuação de Marília Pêra no papel de Dolly Levi, uma mulher viúva que para viver arruma inúmeras "profissões": casamenteira, aconselheira jurídica e professora de dança, mas que na verdade está de olho em Horácio Vandergelder, vivido por Miguel Falabella. Horácio é um homem rico, meio bronco, que está procurando uma noiva e acaba caindo em diversas situações inusitadas causadas por Dolly. Com uma equipe de dançarinos formada por mais de 20 pessoas, os dois, ao lado de outros atores, levam a história de uma maneira leve e engraçada. Porém, devo advertir: um musical com cara de musical! Ou seja, músicas com grandes agudos, muitos dançarinos com passos típicos (com mãos balançando no ar e tudo mais) e um cenário que muda a cada cena.

Pontuação : *** (3 estrelas)


"A Família Addams", já fora de temporada, arriscou em algo um pouco diferente. Apenas o elenco de atores aparecia no palco, salvo duas ou três cenas em que os bailarinos davam as caras. Com cenários também grandiosos, uma história simples se transformou em um maravilhoso e divertido espetáculo. No elenco, Marisa Orth e Daniel Boaventura (perfeitos em seus papéis) dão vida ao casal Morticia e Gomez Addams que estão preocupados com a vontade de sua filha Wandinha de viver com um menino de família normal. Com direção de um dos maiores nomes dos musicais brasileiros, Claudio Botelho, "A Família Addams" forma um espetáculo completo. Vale a pena esperar a temporada voltar e comprar antecipado os ingressos das primeiras filas.
Pontuação : ***** (5 estrelas)



Mas para aqueles mais nacionalistas que não querem receber o que vem dos EUA e valorizam as produções inteiramente brasileiras, tenho boas notícias! Os dramaturgos e diretores vendo a ótima recepção do público e a capacidade dos atores em encarar grandes espetáculos, resolveram criar "musicais nacionais". Elis Regina e o icônico Tim Maia, tiveram suas vidas interpretadas nos palcos. "Tim Maia -Vale Tudo, o Musical" não deixa de lado nenhum momento marcante da vida do "síndico". Desde sua infância na Tijuca até seu sucesso nas paradas musicais, Tim vai ganhando vida a cada cena. Com uma interpretação nota 1000, Danilo de Moura mostra as melhores, e também as piores, situações vivenciadas pelo ídolo. E digo mais, se você fechar os olhos, chega arrepiar quando o ator canta "Gostava Tanto de Você", "Me Dê Motivos" e "Do Leme ao Pontal".

Pontuação : ***** (5 estrelas)

Infelizmente, alguns dos espetáculos como "Mamma Mia", "Cabaret" e "Família Addams" já estão fora da temporada, mas outros ainda podem ser vistos e apreciados.
Então confira abaixo o serviço para você que ficou ansioso para aproveitar:

*"Alô, Dolly" (RJ)
Teatro João Caetano
Centro
Quinta e sexta, às 20h; sábados, às 17h e 20h30; domingo, às 17h
+12 anos
Em cartaz até 01/09/2013

*"Rain Man" (RJ)
Teatro dos Quatro
Gávea
Quinta a sábado, às 21h e domingo, às 20h
+14 anos
Em cartaz até 01/09/2013

*"O Rei Leão" (SP)
Teatro Renault
Bela Vista
Quartas, quintas e sextas, às 21h; sábados, às 16h30 e 21h; domingos, às 15h30 e 20h.
+Livre

*"Tim Maia – Vale Tudo, o Musical" (SP)
Teatro Procópio Ferreira
Cerqueira César
Sexta, às 21h30; sábado, às 17h e 21h; domingo, às 18h
+14 anos
Em cartaz até 08/09/2013