Era mais um encontro mensal de um grupo de amigas, só mulheres mesmo. No meio do assunto surge: “A Carol vai casar, conheceu o noivo no Tinder” e a outra respondeu: “Ih menina, a Tati também está namorando um homem que conheceu no Kickoff”. Parece que agora é assim, homens e mulheres voltaram no tempo. Na minha concepção, esses aplicativos para encontrar pessoas e possivelmente ter um relacionamento, não passam do bate papo uol da antiga geração. “Loira, 1,65, magra, olhos azuis”, e quando se vê, não é. As pessoas estão cada vez mais escondidas atrás de telas, dentro de seus smartphones. É falta de coragem? Falta de assunto? De conteúdo?
Minhas amigas falam que sou mente aberta e não entendem como não consigo me inserir neste tipo de comportamento, mas não dá. Sou das antigas. Gosto do olho no olho, da conversa, de ouvir a voz, da troca de ideias. Troca. Troca de histórias, experiências, sentimentos, risadas. Coisas que só acontecem quando se está frente a frente. Não consigo me inserir na geração do descarte, do reciclável. De descartar as pessoas tão facilmente. Para a esquerda não quero e para a direita quero. Mas e se eu mudar de ideia depois? Não existe essa chance. Eu acredito que temos de absorver, e aqui não no sentido ruim, tudo que pudermos de cada pessoa que conhecemos. Da onde veio, para onde vai, como, por que? Quanto mais conhecermos, menos ignorantes seremos. E tudo bem se conhecermos alguém que não nos atrai para um relacionamento amoroso, mas qual é o problema de conhecer pessoas? Parece que tudo agora é encontrar “um parceiro momentâneo para sua vida”. Essa geração que hoje tem entre 20 e 25 anos parece não conseguir conhecer pessoas e criar relacionamentos. Não é preciso beijar alguém para haver troca. Troca. A geração do descarte não é capaz de realizar troca.
Não sabe conversar e por isso procura esses aplicativos onde há um bate papo repetitivo e logo já se consegue chegar ao objetivo final. E o que fica são questionamentos sobre o final desta história. E agora, José?
quinta-feira, 7 de maio de 2015
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
"All About That Bass"
2015 começou e com ele novas ideias, novas mudanças, novos pensamentos... ou não. Do dia 31 pro dia 01 nada mudou definitivamente na minha vida, e a não ser que você seja o vencedor da mega sena da virada, acho que a sua manhã do dia 01 foi a mesma de todo réveillon. Mas parece que paira no ar do novo ano uma vontade de pensar e repensar na vida. E foi isso que eu fiz.
Por isso estou de volta, não sei se para ficar ou para visitar apenas quando minha mente fica atordoada de tantas ideias e meu sono confuso. Mas o importante é, estou aqui, cheguei!
E para começar esse ano, resolvi escrever sobre algo que vem me enlouquecendo ultimamente. Acho que a mim e a 80% das mulheres do mundo. Será que a boa forma é alcançável? E as custas de que sacrifício?
O papo de segunda feira era a tal da dieta detox para ajudar o corpo a eliminar as besteiras das festas de fim de ano. A academia de ginástica estava lotada às 6h da manhã de uma segunda, quando resolvi fazer uma aula de spinning. Os corpos começam a modificar para o carnaval e o verão que estão logo ali, batendo na nossa porta.
E sim, sigo dietas pequenas. Corto um pouco o açúcar e me preocupo com meu corpo. Mas o que eu percebi foi: mesmo no século XXI, depois de mil reportagens mostrando como realmente as mulheres famosas são, sem photoshop, como a industria funciona, para te deixar mal, nós continuamos buscando um ideal de corpo inatingível. E se for possível, afirme que sua vida social acabou. Nada mais de bares com amigos, chocolate no final de semana e pipoca no cinema.
Nesse fim de ano, entre inúmeras conversas vi que mulheres amigas que sempre pensei terem o corpo perfeito também tem seus problemas. Afinal, que atire a primeira pedra quem não tem celulite, quem não tem uma gordurinha aqui e ali... Uma amiga me disse que tem muitas estrias desde pequena, outra ultra magra que quando come besteira tem mais celulite que deveria e aquela que sempre pareceu em forma, ganhou uns quilos extras no fim do ano. E então eu me olhei. Me olhei com compaixão e paciência, para perceber que posso e devo manter a minha saúde, mas que meu ideal estava confuso.
Então o que fica dessa minha reflexão um pouco confusa misturada com desabafo é: vamos nos amar mais! Vamos nos permitir um prazer do chocolate do final de semana, do chope com as amigas e da não ida à academia no dia de chuva. Vamos ser mulheres normais, pois elas tem sim estrias, celulites, gordurinhas. E isso que faz elas serem perfeitas. Vamos ter compaixão com quem somos e assumir que auto-estima é tudo e que se esconder atrás de roupas largas, deixar de ir a praia e reclamar da barriguinha está muito retrô, ultrapassado, 2014.
E para finalizar esse texto coloco a melhor música que vi sobre o tema:
"I see the magazines working that Photoshop / We know that sh** ain't real
Come on now, make it stop / If you got beauty beauty just raise 'em up
Cause every inch of you is perfect /From the bottom to the top"
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Sonhos
Desde ontem, ou melhor, desde sempre, o jornal noticia tragédias e mais tragédias.Ontem, um avião foi abatido e mais de 200 pessoas morreram. Uma comerciante levou um tiro e morreu na hora. Fora outras coisas mais... Em um mundo onde o horror toma conta de quase 70% do nosso dia, ler algumas coisas inspiradoras faz a nossa vida ganhar mais cor.
Hoje, dia 18 de julho é comemorado o dia internacional de Nelson Mandela. Um homem que inspirou a todos com sua vida e deixou um legado mais importante para o mundo do que a sua própria presença. Além de combater o Apartheid, ele combateu a ignorância e mostrou a todos a possibilidade de sonhar e ter esperança. Não mais que coincidência, o Jornal O Globo publicou mais uma matéria sobre a Fundação Make-a-Wish. Um menino de 5 anos, portador de leucemia, quis viver o Godzilla e teve seu pedido atendido. A cidade parou para realizar um sonho, nada simples, de um menino. Uma equipe de filmagens preparou um filme só para ele estrelar.
Em outro site que amo (Hypeness), uma outra matéria para mostrar que a sua sexta pode ser alegre e bem mais otimista que o destaque do jornal que você leu na banca. "O youtuber Blake Grigsby, de 20 anos, tem um canal voltado para iniciativas que proporcionam sorrisos sinceros e espontâneos às pessoas. No mais recente vídeo, ele saiu com um megafone, e com amigos, dentro de um carro pelas ruas de Chicago, e disparou elogios às pessoas.".
E então ao terminar de ler inúmeras matéria e ver a foto daqueles olhos brilhando de alegria e de sorrisos sinceros, todas as tragédias ficaram para trás. Porque ao invés de viver uma vida regada de medos, inseguranças e problemas, podemos sim, e devemos, escolher viver uma vida cheia de sorrisos, alegrias e principalmente, sonhos!Hoje é o Dia Internacional de Nelson Mandela! E a Google fez um doodle lindo em homenagem a esse homem maravilhoso! Vale muito a pena dar uma conferida!!
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Seguindo os passos de uma alma livre: menos do mesmo
Liberdade. Liberté. Freedom. As pessoas podem chamar do que quiserem, mas eu chamo de vida. Como velhas amigas que preferem apelidos carinhosos a nomes banais. Sinto você aqui sob minha pele, correndo fundo pelas minhas veias e fazendo com que meus pés saiam cada vez mais do chão.
Se me perguntassem um dia na rua, o que mais prezo na vida, poderia responder amor, companheirismo, família, ou qualquer outra coisa. Mas a tal da liberdade, essa não pode estar fora da lista. Uma pessoa de alma livre sonha alto, corre atrás e se esforça para mudar nem que sejam as paredes da sala de estar, ou o lugar do assento na mesa de jantar.
Em uma sociedade onde tudo é mais do mais, uma pessoa de alma livre busca mais do menos. Menos conformismo, menos mesmices, menos burocracia, menos preocupação, menos do mesmo! Ser livre é querer fazer planos de viagem a todo instante; é cultivar sonhos para o futuro, mesmo que você nem saiba o que vai fazer amanhã; é querer comprar livros como 1001 lugares para ir antes de morrer.... Mas como nem tudo nesse mundo são flores, essas pessoas, assim como eu me sinto, sofrem de um grande mal: o de ter que responder sempre com um sorriso amarelo que irão sim viajar novamente, que gostariam sim de mudar de aprender algo novo e de ter novas experiências e de que querem sim ser livres de julgamentos e pré-conceitos.
Que mal tem em querer romper as barreiras? Qual o problema de preferir um final de semana em um lugar diferente ao barzinho do final de semana? O que tem de mais em planejar viagens, mesmo que isso lhe custe todas as suas economias? Viajar enobrece a alma, e para aqueles que andam de mãos dadas com a liberdade, viajar enobrece a vida, a alma, a mente e o corpo. Novos sabores, novas cores, novas paisagens, novas pessoas, novos ares, isso tudo faz com que a nossa pele sinta um arrepio.
Quem nunca chegou em um lugar e ficou sem palavras, na concepção de uma pessoa de alma livre, nunca viveu. Então se eu pudesse dar ao menos uma dica, não seria use filtro solar, como o nosso querido Pedro Bial, e sim viva! Viva sem amarras que te sufoquem, sem pessoas que te prendam e sem problemas que lhe cortem as asas. Viva com pessoas que te empurrem, amigos que te ajudem e familiares que carimbem o passaporte com você. Mas principalmente, viaje! Curta cada momento único que se abre a sua frente. Porque depois que isso tudo acabar, mesmo sem dinheiro, o sentimento que ficará dentro de você... esse meu querido, é único!
Se me perguntassem um dia na rua, o que mais prezo na vida, poderia responder amor, companheirismo, família, ou qualquer outra coisa. Mas a tal da liberdade, essa não pode estar fora da lista. Uma pessoa de alma livre sonha alto, corre atrás e se esforça para mudar nem que sejam as paredes da sala de estar, ou o lugar do assento na mesa de jantar.
Em uma sociedade onde tudo é mais do mais, uma pessoa de alma livre busca mais do menos. Menos conformismo, menos mesmices, menos burocracia, menos preocupação, menos do mesmo! Ser livre é querer fazer planos de viagem a todo instante; é cultivar sonhos para o futuro, mesmo que você nem saiba o que vai fazer amanhã; é querer comprar livros como 1001 lugares para ir antes de morrer.... Mas como nem tudo nesse mundo são flores, essas pessoas, assim como eu me sinto, sofrem de um grande mal: o de ter que responder sempre com um sorriso amarelo que irão sim viajar novamente, que gostariam sim de mudar de aprender algo novo e de ter novas experiências e de que querem sim ser livres de julgamentos e pré-conceitos.
Que mal tem em querer romper as barreiras? Qual o problema de preferir um final de semana em um lugar diferente ao barzinho do final de semana? O que tem de mais em planejar viagens, mesmo que isso lhe custe todas as suas economias? Viajar enobrece a alma, e para aqueles que andam de mãos dadas com a liberdade, viajar enobrece a vida, a alma, a mente e o corpo. Novos sabores, novas cores, novas paisagens, novas pessoas, novos ares, isso tudo faz com que a nossa pele sinta um arrepio.
Quem nunca chegou em um lugar e ficou sem palavras, na concepção de uma pessoa de alma livre, nunca viveu. Então se eu pudesse dar ao menos uma dica, não seria use filtro solar, como o nosso querido Pedro Bial, e sim viva! Viva sem amarras que te sufoquem, sem pessoas que te prendam e sem problemas que lhe cortem as asas. Viva com pessoas que te empurrem, amigos que te ajudem e familiares que carimbem o passaporte com você. Mas principalmente, viaje! Curta cada momento único que se abre a sua frente. Porque depois que isso tudo acabar, mesmo sem dinheiro, o sentimento que ficará dentro de você... esse meu querido, é único!
quinta-feira, 24 de abril de 2014
"Ter ou não ter namorado"
Nunca fui a favor de fazer listas.Acho monótono e sem contar que me sinto lendo revistas de adolescentes com testes e quiz. 10 maneiras de emagrecer, 10 motivos para ser solteira, 20 questões da crise dos 30.... nada disso me apetece. Mas texto em forma de lista, ai já é outro nível.
Nessa tarde do feriado te vi assim, de rabo de olho, falando com uma animação sem igual sobre os planos que faríamos juntos. Vi em seu olhar uma felicidade que, orgulhosa ou não, sem humildade alguma, posso dizer que eu coloquei ali. E isso me fez um bem sem igual. Lembrei na hora de um texto que li quando tinha mais ou menos uns 16 anos, em uma tarde qualquer de aula de literatura de colégio.
Ignorância ou não fiquei surpresa ao ler um texto tão lindo de um autor que para mim era tão desconhecido. Artur da Távola é o pseudônimo de Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros( 1936 -2008). Ele foi um advogado, jornalista, radialista, escritor, professor e político brasileiro.
O seu texto com uma sensibilidade enorme mostra de todas as formas o que senti naquele momento em que te vi ali, feliz e realizado. Aquele momento em que me peguei, como um ladrão que chega de repente, sentindo o doce sabor de um sorriso. Ser solteira tem sim suas inúmeras vantagens. Você se sente mais livre, não tem que dar satisfação da onde vai nem com quem vai, não precisa sentir ciúmes, afinal não é apegada a ninguém, entre outras coisas. Mas namorar... isso sim é bom. Deixo para o Artur da Távola explicar como ninguém. (Mas claro deixei em destaque as partes que me vieram a cabeça naquela tarde do feriado).
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado é quem não tem amor é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira - d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. ENLOU-CRESÇA.
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Pele na pele

Me desculpem aqueles que pensam que um relacionamento se resume ao amor. Companheirismo, atenção, respeito, paixão, isso tudo entra na conta quando resolvemos marcar os números da mega-sena. Mas pele, essa sim é essencial e sem ela, as coisas não andam.
Em minha viagem de férias, conversei com uma amiga japonesa que, depois de muita firula, já que na escala da timidez elas alcançam o dez, me perguntou o que era a tal química que era o tema daquela conversa. Olhei pra ela meio sem entender e vi em seus olhos que ela realmente não sabia. Como explicar aquele calafrio que se tem ao tocar o outro, aquela sensação doce que fica na boca depois de um beijo bem dado ou aquele sorriso que chega de mansinho e vai tomando espaço no rosto? Tentei de todas as maneiras explicar e acho, que lá no fundo, ela compreendeu. Mas o que me deixou mais assustada não foi a pergunta e sim o fato dela nunca ter sentido isso.
Namoro é antes de tudo vontade. Vontade de querer o outro, de ser feliz, de viver cada momento, de rir a toa e de fazer o outro feliz. Vontade de ir ao cinema na sessão das 15h em plena semana e passar a noite acordado rindo do nada. Vontade de beijar e abraçar mesmo quando todos estão olhando e falar besteiras quando ninguém está olhando. Namoro é vontade de amar, de estar e principalmente de tocar. Para aqueles que pensam que prazer só vem de áreas digamos "sexuais", sinto lhes dizer, que você não teve uma boa professora. Prazer vem primeiramente do toque, daquele arrepio que sobe a nuca e faz sua cabeça esquecer dos problemas.
Depois de muita conversa em uma mesa de bar, consegui tranquilizar minha amiga dizendo que tudo na vida vem com o tempo. Quem sabe seus antigos namorados não eram essa Brastemp toda e quem sabe o futuro não lhe reserva um menino diferente. Porque o problemas não é ele ou ela, e sim os dois juntos. Porque carinho, respeito e até amor se constroem com o tempo, mas pele. Essa sim, precisa ser como amor a primeira vista. Simples, direta e muito poderosa.
Depois de muita conversa em uma mesa de bar, consegui tranquilizar minha amiga dizendo que tudo na vida vem com o tempo. Quem sabe seus antigos namorados não eram essa Brastemp toda e quem sabe o futuro não lhe reserva um menino diferente. Porque o problemas não é ele ou ela, e sim os dois juntos. Porque carinho, respeito e até amor se constroem com o tempo, mas pele. Essa sim, precisa ser como amor a primeira vista. Simples, direta e muito poderosa.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Resenha: Melancia
Sempre tive uma regra de leitura chamada 2x1. Algumas amigas me perguntam se levo isso a sério. Muitas vezes não, mas sempre que dá sim. A regra é clara, como diriam os comentaristas de futebol, a cada dois livros "cults", "cabeças" e profundos, um livro menininha, Chick Lit, daqueles que não acrescentam muita coisa, mas arrancam gargalhadas de todos.
Depois de ler dois livros bem cults, resolvi me render à escrita de Marian Keyes. E posso dizer que no mínimo é diferente. Sem querer seguir regras, como ela mesmo explica no prefácio, o livro parece uma conversa de bar: fácil, rápido e engraçado. Daqueles com frases longas, suspiros e pensamentos estranhos em meio às diversas histórias.
A história é a seguinte: logo após ter sua primeira e linda filha, Claire descobre que seu marido quer ir embora. Digo logo, porque ela ainda estava na cama do hospital quando recebeu a notícia. Com 29 anos, um bebê e sem marido ela percebe que sua vida não será fácil. Com alguns quilos a mais, descobre que seu marido não só foi embora como tem um caso com a vizinha.
Não tendo nada melhor em vista, Claire volta a morar com sua família meio doida. Duas irmãs, uma delas obcecada pelo oculto, e a outra, uma demolidora de corações; uma mãe viciada em telenovelas e com fobia de cozinha; e um pai à beira de um ataque de nervos. Depois de muitos dias em depressão, choro, bebedeira e autopiedade, Claire decide avaliar os prós e contras de seu ex casamento e percebe que pode viver bem sem o traste do seu ex marido. E quando você acha que tudo se resolveu, o ex James reaparece, para convence-la a assumir a culpa por te-lo jogado nos braços de outra mulher. Claire então resolve recebê-lo, mas como qualquer mulher esperta, sua volta lhe reservará uma bela surpresa!
Vale a leitura!!
Nota final: *** (3 estrelas)
Depois de ler dois livros bem cults, resolvi me render à escrita de Marian Keyes. E posso dizer que no mínimo é diferente. Sem querer seguir regras, como ela mesmo explica no prefácio, o livro parece uma conversa de bar: fácil, rápido e engraçado. Daqueles com frases longas, suspiros e pensamentos estranhos em meio às diversas histórias.
Não tendo nada melhor em vista, Claire volta a morar com sua família meio doida. Duas irmãs, uma delas obcecada pelo oculto, e a outra, uma demolidora de corações; uma mãe viciada em telenovelas e com fobia de cozinha; e um pai à beira de um ataque de nervos. Depois de muitos dias em depressão, choro, bebedeira e autopiedade, Claire decide avaliar os prós e contras de seu ex casamento e percebe que pode viver bem sem o traste do seu ex marido. E quando você acha que tudo se resolveu, o ex James reaparece, para convence-la a assumir a culpa por te-lo jogado nos braços de outra mulher. Claire então resolve recebê-lo, mas como qualquer mulher esperta, sua volta lhe reservará uma bela surpresa!
O livro é leve e serve para ler no ônibus, praia, academia... Ou seja, fácil e divertido. Mas com algumas falhas, como enrolação e descrições demais! Às vezes, torna-se um pouco repetitivo, mas nada que uma leitura rápida e descompromissada não cure!
Nota final: *** (3 estrelas)
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Vem
Larga essa xícara de cafe frio e sem gosto e vem ficar comigo!
Deita aqui do meu lado e recita aquela musica que só você sabe.
Fala no meu ouvido palavras doces como o açúcar que ta ai no fundo, misturado com esse líquido amargo.
Deixa do lado de fora, no quintal, na copa ou na mesa de bar, os seus problemas banais e vem pra cá.
Coloca seu perfume misturado com o meu, o seu corpo aqui pra me acolher.
Vem segurar meu choro, fazer brotar meu sorriso e me encher de beijos.
Larga esse pão de ontem, o cigarro sem fogo e vem pra cá.
Deixa a vida viver la fora, de hora em hora, de par em par.
Vem morar na minha cama, desfazer toda esse drama que o meu coração cisma em lembrar.
Vem que a hora é agora, nem depois, nem demora.
Vem do meu lado ficar!
Vem que a hora é agora, nem depois, nem demora.
Vem do meu lado ficar!
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Resenha: A Redescoberta do Mundo
Depois de alguns dias de férias, o EscritAleatória volta ao normal e claro que o #UmaBreveHistória não poderia ficar fora dessa!
E como não tinha nenhum livro novo me aguardando, resolvi passar em uma feira literária que estava no shopping Downtown, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Lá encontrei relíquias por R$10,00. Digo relíquias não por serem famosos, best-sellers ou autores pops, mas por serem livros diferentes e raros em livrarias.

As prateleiras abarrotadas de "livros modinha" escondem grandes histórias e personagens. Naquela feira, por obra do destino, acabei me interessando pela capa de dois exemplares, que só depois de ler a sinopse descobri que tratavam de histórias que se passavam nos EUA e no Oriente Médio.
A dica do dia é o livro "A Redescoberta do Mundo", da indiana Thrity Umrigar. Uma história belíssima que fala de superação, luta política, amor e principalmente, da força de uma amizade.
A história começa com a doença grave de uma das integrantes do grupo. Quatro amigas que cresceram juntas na Índia, participaram ativamente de movimento sociais, e naturalmente, tiveram rumos diferentes na vida. Com a doença de Armaiti, suas três amigas resolvem visitá-la nos EUA. Porém, essa visita trará inúmeras histórias do passado. Para Laleh, esse encontro é o lembrete dos sonhos que não se concretizaram, da culpa não verbalizada. Para Kavita, significa assumir uma paixão proibida. Para Nishta, é a chance de se libertar do marido fundamentalista e opressor. Resumindo, histórias paralelas cheias de emoção que se transformam em uma única.
A leitura é leve como só. O enredo é bem escrito e você se apega a todas as personagens e suas respectivas famílias. Assim como sugere o título, com a leitura desse livro descobri um novo mundo. De autores diferentes, linguagens e cenários diferentes. Sem esse que americano e igual que vemos por ai. Se você quer refrescar sua cabeça com um bel livro, minha dica é essa!!
Vale muito muito muito a leitura!!
Nota final: ***** (5 estrelas)
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Palavra única
Saudade. Se me perguntassem do que eu mais senti falta quando viajei mês passado, posso dizer que foi, além da minha família, da minha língua! Senti saudade da sonoridade das palavras. Senti saudade de dizer oi, tudo bem? Como foi seu dia? Dia, bem, ser, cachorro, ônibus, vida e saudade....
Lendo o livro de Chico Buarque "Budapeste", há alguns meses, lembro de ter sentido um sorriso de canto de boca quando ele escreveu que após muito falar húngaro voltara pro Brasil querendo falar português. Chico narrou como seu personagem deixara um recado na secretaria eletrônica apenas com palavras soltas em português, pois precisava daquilo. Carinho, amor, paz, saudade....
Quando passei vários dias falando apenas inglês, voltei pro meu país com saudade dessa língua que, como nós brasileiros, é complexa, difícil, linda e cheia de problemas; acentos demais, sinônimos demais, vírgulas demais, mas definitivamente, sentimento demais. É só olhar para a singela saudade, palavra que só existe aqui! Não tem I miss you que se compare. Saudade não se explica em palavras! Se sente, se vive e se pensa. Pássaro, estrela, céu, lua, saudade....
Língua dos grandes poetas; de Vinicius de Moraes, Machado de Assis... Dialeto esse que Drummond conseguiu poetizar. Uma bendita pedra que estava ali atrapalhando seu caminho virou poesia. Voltei como os poetas: nostálgicos e saudosos. Tive saudade de dizer palavras tolas, mas que sempre significam algo a mais. Casa, família, sentimento, saudade....
quarta-feira, 26 de março de 2014
Pequenos e simples atos mudam o mundo!
Após um pequeno recesso, afinal, blogueira também merece férias, o EscritAleatória volta com força total. O texto de hoje surgiu de uma experiência pessoal, mas que com certeza diz muito sobre quem somos e como agimos para melhorar nosso mundo.
Antes de viajar todos me avisaram que seria muito fácil conviver com os canadenses! Pensei que isso era apenas um conselho para eu ficar tranquila. Mas logo perceberia que não.
Chegando em Victoria, uma pequena ilha situada ao lado de Vancouver, no Canadá, percebi que aquele é definitivamente o povo mais educado que eu já conheci. Não digo simpatia porque isso o carioca tem de sobra. O sorriso, a jogo de cintura e fala mansa estão no sangue dos cariocas e/ou brasileiros. Digo educação, daquela que todos os pais deveriam passar para seus filhos.
Vamos aos exemplos caso você leitor, não esteja convencido do meu parecer. Semana passada fui visitar o museu local da ilha. Na fila, espirrei e me surpreendi quando uma criança pequenina, que não devia ter 5 anos, olhou pra mim com um sorriso e disse "bless you" (saúde). Peguei o ônibus com outros estudantes da universidade e todos agradecem quando descem do ônibus e o motorista me recebeu com um "good morning" (bom dia) e um enorme sorriso. Logo no ponto seguinte, uma moça com um carrinho de bebê quis entrar no ônibus e todos da fila a ajudaram!
Mais o que me mais me impressionou não foi isso. Desci na universidade para trocar de ônibus e estava com frio, afinal, sair de um verão escaldante para 8 graus é bem louco. Vi um homem olhando para mim e, carioca que sou, fiquei logo preocupada. Olhei para os lados para ver se tinha mais alguém perto. Pensei em correr e gritar caso fosse necessário. 5 segundos depois Deus deve ter rido da minha cara, porque o senhor tirou o casaco e colocou no meu ombro. Ele estava apenas com uma blusa de manga comprida e o casaco e teve a educação e a compaixão de tirá-lo para mim. Disse que já estava acostumado com o frio e que eu parecia precisar mais que ele
E o mais impressionante?! Sim, tem mais. Desci do ônibus perto de casa e fui andando. Antes mesmo de atravessar a rua mesmo sem faixa ou sinal, três carros pararam e me aguardaram atravessar. Porque naquele país, como deveria ser em todos os outros, pedestre tem sempre razão e prioridade.
Acho que vou sentir falta desse povo tão educado, fofo e respeitoso! E espero que todos, em um futuro não tão longe, possam agir dessa maneira, com pequenas e belas atitudes. Compaixão, respeito e educação! Todos nós precisamos!
Chegando em Victoria, uma pequena ilha situada ao lado de Vancouver, no Canadá, percebi que aquele é definitivamente o povo mais educado que eu já conheci. Não digo simpatia porque isso o carioca tem de sobra. O sorriso, a jogo de cintura e fala mansa estão no sangue dos cariocas e/ou brasileiros. Digo educação, daquela que todos os pais deveriam passar para seus filhos.
Vamos aos exemplos caso você leitor, não esteja convencido do meu parecer. Semana passada fui visitar o museu local da ilha. Na fila, espirrei e me surpreendi quando uma criança pequenina, que não devia ter 5 anos, olhou pra mim com um sorriso e disse "bless you" (saúde). Peguei o ônibus com outros estudantes da universidade e todos agradecem quando descem do ônibus e o motorista me recebeu com um "good morning" (bom dia) e um enorme sorriso. Logo no ponto seguinte, uma moça com um carrinho de bebê quis entrar no ônibus e todos da fila a ajudaram!
Mais o que me mais me impressionou não foi isso. Desci na universidade para trocar de ônibus e estava com frio, afinal, sair de um verão escaldante para 8 graus é bem louco. Vi um homem olhando para mim e, carioca que sou, fiquei logo preocupada. Olhei para os lados para ver se tinha mais alguém perto. Pensei em correr e gritar caso fosse necessário. 5 segundos depois Deus deve ter rido da minha cara, porque o senhor tirou o casaco e colocou no meu ombro. Ele estava apenas com uma blusa de manga comprida e o casaco e teve a educação e a compaixão de tirá-lo para mim. Disse que já estava acostumado com o frio e que eu parecia precisar mais que ele
E o mais impressionante?! Sim, tem mais. Desci do ônibus perto de casa e fui andando. Antes mesmo de atravessar a rua mesmo sem faixa ou sinal, três carros pararam e me aguardaram atravessar. Porque naquele país, como deveria ser em todos os outros, pedestre tem sempre razão e prioridade.
Acho que vou sentir falta desse povo tão educado, fofo e respeitoso! E espero que todos, em um futuro não tão longe, possam agir dessa maneira, com pequenas e belas atitudes. Compaixão, respeito e educação! Todos nós precisamos!
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Bendita tecnologia!
Eram seis da manhã! O dia ainda não tinha se dado ao trabalho de acordar e lá estava eu, pronta, atrás de um táxi. Sim aquele carro amarelo, com placa luminosa de livre. Só queria um. Não vários, mas um! Nenhuma cooperativa tinha táxi livre. Os minutos passavam e o desespero ia batendo. Já estava mais do que atrasada, mais do que na hora de sair de casa, mais do que na hora de me desesperar.
Es que me surge uma luz, em forma de aplicativo, com um nome que me prometia milagres: Easy Taxi! (Não estou fazendo propaganda, nem ganhei um real para isso, apenas quero ajudar os meus leitores a viverem momento de tranquilidade como o meu!). Abri o aplicativo e apertei o enorme botão verde que me prometia algo como os números da mega-sena. Nesse momento, você deve estar pensando: "que exagero!". Não! em uma metrópole caótica como o Rio de Janeiro, achar um transporte descente, mesmo que pago, é quase um troféu.

Depois de apertar o botão fiquei esperando. Em nada mais nada menos que 5 minutos, um táxi estava me aguardando. Sim, a tecnologia pode ter vários defeitos: nos torna dependentes, conversamos menos ao vivo, não paramos de olhar aquela tela acessa e, às vezes, somos mal educados porque estamos absorvidos em informações dos celulares. Mas a "bendita tecnologia", expressão dos vovôs que não entendem as novidades tecnológicas, tem lá as suas inúmeras vantagens!
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Não me leve a mal, hoje é Carnaval!
Bem-vindos a melhor época do ano!! Os dias são movidos a alegria, felicidade e samba! Ele que levanta todos, da criança a vovó, sem distinção de classe social. Chegou o carnaval!!
Nessa época cada um faz o que quer sem ter que se preocupar se esta sendo julgado. É como se a linha do julgamento se apagasse, são os dias onde quase tudo é permitido. Os dias onde ricos e pobres dançam juntos e interagem sem preconceito. É tempo de conhecer pessoas novas, de não pensar em nada.
É hora de pegar aquela fantasia do armário, dar uma sacudida, escolher os blocos e cair na folia!
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Resenha: Budapeste
Um livro no mínimo curioso e bem angustiante. Assim eu resumo um dos premiados livro de Chico Buarque, escrito em 2003. Sei que tem mais de 10 anos que ele foi lançado, mas nunca tinha me aventurado pelas escritas de Chico, a não ser pelas músicas. Achei esse grande presente da literatura em um sebo no centro e resolvi, entre uma viagem de metrô e outra, me aventurar nas páginas mais poéticas do que literárias, se isso é possível. Vencedor do prêmio Jabuti em 2004, o livro mostra, a cada frase bem escrita o desenho de uma história de dúvidas.
"A história de um escritor dividido entre duas cidades, duas mulheres, dois livros, duas línguas." (José Miguel Wisnik)
(Obs para o design do livro. Na parte da frente Budapeste é escrito em português e o autor Chico Buarque, já na parte de trás Budapest e o autor? Zsoze Kósta- achei um máximo!)
Um escritor, acostumado a ser ghost-writer, ou seja, escrever cartas, artigos e livros para terceiro sem assinar o seu nome é obrigado, na volta de um congresso de autores anônimos, a fazer uma escala imprevista na cidade título do romance. Seu nome? José Costa. Mais comum impossível. Sócio de uma empresa renomada e casado com uma apresentadora de telejornal, Vanda, Costa parece ter uma vida feliz. Até que aos poucos, descobrimos o quão confuso ele é. Como um personagem com dupla personalidade, Costa fica dividido entre voltar ao Brasil e continuar casada com uma mulher que ama, ou ficar em Budapeste ter um relacionamento com Kriska.
Costa conhece Kriska na Hungria, que o apelida de Zsoze Kósta e com quem aprende húngaro - segundo o narrador, "a única língua do mundo que, segundo as más línguas, o diabo respeita". Uma língua difícil que exerce um fascínio sobre ele. Apaixonado pelas palavras e por novas possibilidades o livro mostra a maneira confusa e atrapalhada com que Costa vive sua vida.
O mais bonito do livro não é a história, mas sim a maneira inusitada e única como é contada. Chico consegue transpor para uma temática normal, como um romance e confusões amorosas, uma maneira poética, singela e humilde de escrever. Um livro para se deliciar a cada etapa. Não para ler como best-sellers e sim como aquele livro delicado de cabeceira.
Vale muito muito a leitura!!
Nota final: ***** (5 estrelas)
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Até quando?!
Todos os jornais, blogs e colunas de cultura deram o tão aguardado beijo gay no horário nobre da Rede Globo. Mateus Solano divertia a todos com suas tiradas geniais e seu jeito espalhafatoso de ser. Aumentou a audiência da novela e fez com que os homossexuais fossem mais aceitos... ou não!
Ontem , no meu feed de notícias do Facebook uma menina compartilhava um relato de como foi espancada na rua por estar andando com sua namorada. Hoje, na página do Globo a novidade é uma nova página nas redes sociais que lista locais como bares, ruas e estabelecimentos na Lapa homofóbicos e/ou que não são mais seguros, pois têm casos de estupro e violência. What?!
"A ideia inicial era desenvolver um aplicativo para as pessoas indicarem
estabelecimentos onde se sentem inseguras na Lapa, mas os recentes casos de estupro no bairro anteciparam os planos do grupo, que optou pela página na rede social como meio de divulgação das denúncias." (Via Site Jornal O Globo)
Na TV é tudo legal, tudo lindo e liberado. Mas na mesa do seu lado no bar não né? Um casal homossexual se beijando pode até causar estranhamento, algo que já não era pra existir em pleno século XXI, mas vamos tentar entender, afinal o texto é sobre isso não é? Pedir um pouco mais de entendimento e compreensão! Mas dai algumas pessoas intolerantes, ignorantes e estúpidas se acharem no direito de dizer o que pode ou não. Partirem pra violência e desrespeitarem a liberdade do outro, isso já é crime! E então, só me resta a pergunta: até quando a pauta do dia será a falta de compaixão?!
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
E você ainda me pergunta o porquê do meu nojo ?
Pouco acompanhei dos acontecimentos vergonhosos que o nossa população vivenciou essas últimas semanas. Mas hoje ao me deparar com o texto do jornalista e coordenador do site Catraca Livre, Gilberto Dimenstein, no Brasil Post, tive vontade de escrever o mesmo. Alguns vão pensar, de novo esse mesmo assunto! Outros talvez: "não adianta mais, o que foi feito já passou!". E para esses descrentes do mundo eu lhes digo: não é de gente como você que o país precisa. Precisamos de gente de bem, pelo amor de Deus. Gente honesta, que tem caráter e acima de tudo compaixão.
Vendo a notícia do rapaz espancado e acorrentado no Rio, acusado de cometer crimes, apenas pensei: "O que faz de você um justiceiro? Quem te nomeou assim?". Esses meninos devem ter lido muito gibi do Batman quando novos. É a única explicação. Ou melhor, é uma das. O pouco que vi nos telejornais e programas televisivos sobre o menino preso a um poste como um cachorro, me deixou com ânsia de vômito. Um dos tais justiceiros respondeu à pergunta da repórter sobre como seus pais agiriam se soubessem com um simples aceno de cabeça e um "eles acham certo, falaram que bandido tem que ser tratado assim". Então além dos gibis, vemos a causa dessa sociedade podre. Como pais ensinam a seus filhos que o certo é tratar violência com violência? Onde estão os tais dizeres, que estamparam a camiseta dos hippies, músicas de John Lennon e atualmente deveriam sair da boca da nossa juventude engajada: "make love, not war", "peace and love", ou "gentileza gera gentileza".
E ai os descrentes me dizem: "É porque você nunca passou por isso?", ou então "mas o que fazer se a polícia não resolve". Eu já fui assaltada sim! Já me levaram pertences pessoais e tenho medo de andar na rua à noite, ou em determinados lugares desacompanhadas. Às vezes tenho medo da minha própria sombra, mas daí eu prender um homem espancado, nú a um poste? Por acaso voltamos a época da escravidão onde os homens e mulheres que desrespeitavam "as leis" eram açoitados em praça pública.
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| Homenagem ao cinegrafista Santiago Andrade, de Celso Mathias |
Sem um pingo de compaixão com o próximo, a nossa sociedade vai crescendo, se expandido e infelizmente, apodrecendo os poucos otimistas, solidários e íntegros que restam....
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Não tão lindo!
“Cidade maravilhosa / Cheia de encantos mil / Cidade maravilhosa / Coração do meu Brasil”.Que o Rio de Janeiro é lindo ninguém mais precisa afirmar. Músicas e mais músicas já provam o encanto de quem moro ou passou por aqui. Eu mesma, não me canso de dizer o quanto o Rio é bonito. Cada detalhe faz com que eu me apaixone mais.
Mas viver no Rio exige certa malandragem que nem todos têm. E não digo isso com orgulho, mas com extrema tristeza. Habitar a cidade maravilhosa significa estar ligado a tudo o que acontece ao seu redor 24h por dia. É não deixar a bolsa aberta, ver quem está passando do seu lado, não sair muito tarde sozinho por ai, não deixar nada de muito valor a mostra, saber quais são os melhores caminhos para fazer... Semana passada depois de sair do trabalho me deparo com uma manifestação e de repente três pivetes assaltam um homem, que sai correndo desenfreado atrás deles. O povo em volta começa a gritar “pega ele, pega ele” e todos que estavam na rua se solidarizam com o sujeito assaltado e cercam o pivete que, sem saída, devolve o celular roubado e por muito pouco não é espancado. Uma cena que contrasta com a beleza celestial carioca, mas que nós moradores, temos que lidar.
As cenas de assalto aumentam cada vez mais e acabamos ficando de mãos atadas. De tanto conviver com essas situações, o carioca chega aos outros estados do Brasil já meio safo, achando que mais perigoso que o lugar onde mora, não existe. “Fala sério cara, eu moro no Rio!”.
O Rio de Janeiro não continua tão lindo.
Texto de Juliana Granato
Texto de Juliana Granato
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Resenha: As esganadas
O blog EscritAleatória adverte: é preciso estômago para encarar esse livro.
Com um humor, no mínimo negro, Jô Soares conta a história de um assassino pouco convencional. Sua tara? Matar mulheres gordas. De que maneira? Esganadas com seu próprio pecado, a gula. A trama do livro é bem interessante e bem estudada. A maneira como o serial killer é descrito, suas características físicas e mentais apimentam o livro. Mas o ponto alto, é claro, são os outros personagens. Um delegado carioca ranzinza que não aceita ser mandado; um ajudante de coração enorme mas medroso; um português inteligente, gordinho e sagaz; uma mulher bonita e destemida. A história se desenrola de maneira ágil e divertida. Mas... como nem tudo são flores. Jô peca em alguns detalhes.
Muito bem escrito como é de se esperar de Jô Soares o livro passeia por ruas, modelos e nomes de pessoas que viveram no Brasil na década de 30. Até ai, tudo em ordem! Porém, ele se perde muitas vezes. Como uma criança que quer mostrar que aprendeu a matéria corretamente, Jô Soares perde páginas e páginas explicando partidas de futebol, momentos marcantes da década de 30 e histórias, mesmo que boas, deixam a desejar. Fora que a descrição das esganadas é pra lá de desnecessária. Os crimes ocorrem, ele começa a narrar como as esganadas foram encontradas e ai começa. Você se sente vendo um filme daqueles de perícia policial. As descrições são over!
De resto, uma boa história. Contada com um humor negro e bem escrito.
Vale a leitura, se você tiver estômago para aguentar as mortes, é claro!
Nota final: *** (3 estrelas)
Com um humor, no mínimo negro, Jô Soares conta a história de um assassino pouco convencional. Sua tara? Matar mulheres gordas. De que maneira? Esganadas com seu próprio pecado, a gula. A trama do livro é bem interessante e bem estudada. A maneira como o serial killer é descrito, suas características físicas e mentais apimentam o livro. Mas o ponto alto, é claro, são os outros personagens. Um delegado carioca ranzinza que não aceita ser mandado; um ajudante de coração enorme mas medroso; um português inteligente, gordinho e sagaz; uma mulher bonita e destemida. A história se desenrola de maneira ágil e divertida. Mas... como nem tudo são flores. Jô peca em alguns detalhes.
Muito bem escrito como é de se esperar de Jô Soares o livro passeia por ruas, modelos e nomes de pessoas que viveram no Brasil na década de 30. Até ai, tudo em ordem! Porém, ele se perde muitas vezes. Como uma criança que quer mostrar que aprendeu a matéria corretamente, Jô Soares perde páginas e páginas explicando partidas de futebol, momentos marcantes da década de 30 e histórias, mesmo que boas, deixam a desejar. Fora que a descrição das esganadas é pra lá de desnecessária. Os crimes ocorrem, ele começa a narrar como as esganadas foram encontradas e ai começa. Você se sente vendo um filme daqueles de perícia policial. As descrições são over!
De resto, uma boa história. Contada com um humor negro e bem escrito.
Vale a leitura, se você tiver estômago para aguentar as mortes, é claro!
Nota final: *** (3 estrelas)
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
"Perfeição é coisa de menininha tocadora de piano."
Como diria o jornalista, cronista e principalmente; verdadeiro, escrachado e não pudico; Nelson Rodrigues, "A liberdade é mais importante do que o pão". Nós tentamos. Juro que tentamos! Queremos sair na rua de batom vermelho e usar a saia do tamanho que acharmos convenientes. Queremos sentar na mesa de um bar, com outras mulheres e falar sobre sexo, sem perceber os olhares masculinos ao redor. Por que esse tabu?!
O preconceito velado, o machismo explícito e o julgamento precipitado me cansam. Cansam porque todos gostam de um "50 Tons de Cinza", de um filme a lá "Ninfomaníaca" e de um homem com pegada, ou uma mulher sensual. Mas deixar isso claro, ai não!
O prazer tem que estar escondido embaixo de saias comportadas, posturas femininas e risos discretos. Palavras "vulgares" não podem passar pelos lábios pintados de vermelho. "O que vão pensar de você?", essa é a frase que mais ouvimos, quando pensamos em nos libertar. Seu pai se preocupa com a sua imagem perante os outros, o namorado com sua postura e o que vão falar de você, e as outras meninas do quanto você pode chamar atenção. Ou será que eles, todos eles, apenas pensam em si.
"Deixa a menina dançar", já dizia a minha mãe quando eu era criança e queria mostrar pra todos a minha fantasia nova de bailarina. "Qual o problema da roupa? Elas são novas!", dizia a minha avó quando via as roupas curtas e sensuais das meninas saindo para a noite, bem diferentes das roupas de sua época.
Por que em pleno século XXI ser sexóloga ainda é motivo de piadas? Por que uma mulher não pode entender e falar de sexo normalmente? Por que o homem acha normal falar sobre a última transa e você mulher, em uma roda de amigas, não pode falar sobre vibradores sem ser julgada, ou pior, considerada fácil? E ai eu respondo: sexo só é tabu porque nós o fizemos assim. Porque nós mulheres, não nos soltamos, não prezamos por nossa liberdade e deixamos a opinião alheia nos afetar.
Não Nelson Rodrigues, em algumas coisas você foi maravilhoso, em outras... nem tanto. "A mulher ideal deve ser dama na mesa e puta na cama.", discordo! A mulher ideal é aquela livre pra ser o que lhe der vontade, ou como diria vovó, o que lhe der na telha. A mulher ideal é aquela que é feliz com seu próprio corpo e satisfeita na cama a ponto de falar sobre sexo sem meias verdades, sinônimos ou pudor. Deixe o pudor para os jantares em família, o aniversário da tia-avó da sua mãe ou no dia que for conhecer a sogra. Depois disso, se solte! Ser livre, moderna e destemida, faz você ainda melhor. E os outros? Ahh... eles que resolvam suas neuras na sexóloga.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Engravatados
Quando menos se espera, estamos lá, todos nós, feito nós, presos uns aos outros e a elas. As gargantas presas pelas gravatas sufocam o ser até a alma. São números, contratos, operações, financiamentos, projetos, ações, superavit, selic!!
Esse é o mundo onde a falsa simpatia rola solta. O mundo do quem tem mais é melhor, mais forte, com referências. Onde a ambição cria um ambiente selvagem daquele que o mais forte sobrevive. E quanto mais se adentra neste universo, mais difícil sair dele.
Quando pequenos, ninguém nos ensina sobre falsidade e mentira, mas nesse mundo das gravatas, isso é tudo, senão nada! A vida é de quem sabe fazer a politicagem: no samba, no escritório, nos estudos.
Texto de Juliana Granato
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